O guia completo para você fazer o seu planejamento de mídia!
Guia passo a passo para montar um plano de mídia: análise de mercado, objetivos, orçamento, escolha de canais e indicadores, já com o mix de 2026, que inclui retail media, CTV e criadores de conteúdo.
O plano de mídia é o mapa que define em quais canais a sua marca vai investir, com qual verba, em quais períodos e com quais objetivos. Sem esse direcionamento, até campanhas criativas e bem produzidas correm o risco de falar com as pessoas erradas, nos lugares errados.
A batalha pela atenção das pessoas nunca foi tão intensa. Muitas empresas investem tempo e dinheiro em publicidade, mas sem um planejamento de mídia adequado, todo esse esforço pode ir por água abaixo.
A série de relatórios Digital, do DataReportal, mostra ano após ano que o brasileiro está entre os usuários que mais pesquisam marcas, produtos e serviços online antes de fazer uma compra. Marcas que não estão visíveis e bem posicionadas nas mídias certas correm o risco de nem serem consideradas.
Diante desse cenário, estar presente nos canais corretos não é apenas desejável, é uma necessidade para as estratégias de marketing e vendas.
Neste guia, vou compartilhar tudo o que você precisa saber para criar um planejamento do zero, desde a definição dos objetivos até a escolha dos canais certos, incluindo as frentes que ganharam força no mix de 2026: retail media, TV conectada e criadores de conteúdo.
Eu sou o Júlio Darrigo, Analista de Mídia na INGAGE, e te convido a conhecer o passo a passo de como conquistar o espaço que a sua marca merece.
O que é planejamento de mídia?
O planejamento ou plano de mídia é basicamente um mapa de que caminho devemos tomar para alcançar o objetivo da empresa e quanto isso deverá custar ao seu orçamento em marketing.
De forma mais concreta, é definir como uma marca vai distribuir e posicionar seus conteúdos em diferentes canais online (como redes sociais, Google Ads, retail media e TV conectada) e offline (como TV, rádio, jornais e revistas).
Quem cuida desse planejamento geralmente é um analista de mídia e performance que trabalha em agências de publicidade ou no próprio departamento de marketing da empresa.
Esse profissional é o responsável por identificar em quais redes sociais a empresa deverá atuar, se é válido trabalhar com uma estratégia de links patrocinados, quais os melhores sites e blogs para parcerias com guest posts, entre inúmeras outras possibilidades.
O que é compra de mídia?
Compra de mídia é o ato de pagar para adquirir espaços publicitários para promover produtos ou serviços em diferentes canais de comunicação. O objetivo é garantir que os anúncios atinjam o público certo, no momento certo e ao melhor custo-benefício.
Funciona assim: as marcas anunciantes escolhem onde desejam que seus anúncios apareçam, definem o público que desejam alcançar e, em seguida, negociam os preços e as condições para essa veiculação.
Antes da popularização da internet, a compra de mídia acontecia em meios offline, como televisão, rádio, jornais e revistas. As empresas investiam em espaços nesses veículos tradicionais para alcançar o maior número possível de consumidores.
Com o advento da internet, a compra de mídia se expandiu para incluir também plataformas digitais, como Google Ads, YouTube Ads e Meta Ads, que oferecem anúncios mais segmentados e resultados metrificáveis.
Globalmente, os canais digitais responderam por 74,4% de todo o investimento em publicidade em 2025, segundo o relatório Digital 2026 Global Overview Report.
No Brasil, o movimento é o mesmo: a internet assumiu a liderança na captação de verbas publicitárias, à frente da TV aberta.
Segundo o painel Cenp-Meios, produzido pelo Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão) a partir das verbas declaradas pelas agências de publicidade, o investimento publicitário via agências no Brasil cresceu 10% em 2025 e chegou a R$ 28,9 bilhões.
Confira como ficou dividido o investimento publicitário no Brasil por canais de comunicação em 2025:
| Meio | Investimento em 2025 | Participação |
|---|---|---|
| Internet | R$ 11,75 bilhões | 40,6% |
| Televisão aberta | R$ 9,7 bilhões | 33,5% |
| Televisão por assinatura | R$ 2,24 bilhões | 7,7% |
| Demais meios (mídia exterior, rádio, jornal, revista e cinema) | cerca de R$ 5,2 bilhões | cerca de 18% |
| Total | R$ 28,9 bilhões | 100% |
O atual cenário da compra de mídia confirma a transição do mercado publicitário: a mídia digital lidera os investimentos, embora a televisão aberta continue sendo um canal relevante para alcançar grandes audiências.
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Qual a importância de um planejamento de mídia?
O orçamento médio de marketing das empresas gira em torno de 7,7% do total da receita, de acordo com o CMO Spend Survey 2025, da Gartner. Dentro desse percentual, há uma variedade de estratégias, incluindo a compra de mídia.
Com um bom planejamento dos canais de comunicação, é possível direcionar esses investimentos para que façam os anúncios chegarem ao público certo, no momento certo e com o melhor custo-benefício para a marca.
O retorno sobre o investimento (ROI) positivo na compra de anúncios, embora seja importante, não é o único benefício de um bom planejamento de mídia.
Na lista abaixo, separei os outros motivos que explicam para que serve o planejamento de mídia.
Visibilidade
Mais visibilidade significa que mais clientes estão entrando no funil de vendas da sua marca. Quanto mais fácil for para as pessoas encontrarem a marca, maior será a chance de atrair novas leads e, consequentemente, aumentar seu potencial de vendas.
Segmentação
Embora a visibilidade seja importante, um erro comum entre as marcas é tentar atingir todo mundo ao mesmo tempo. Isso pode parecer uma boa estratégia, mas, na verdade, é um grande desperdício de dinheiro.
Um bom planejamento de mídia deve ser capaz de prever como os conteúdos e as campanhas podem alcançar potenciais clientes reais.
Eficiência
Usar o orçamento de forma inteligente no planejamento de mídia significa alocar os recursos para os canais que trazem o melhor retorno.
Para canais digitais, as marcas podem monitorar o desempenho em tempo real, aprender com estratégias de outras empresas, fazer testes A/B e fazer ajustes conforme necessário.
Na mídia offline, embora as métricas sejam mais difíceis de rastrear, a escolha de formatos e horários estratégicos ajuda a maximizar a exposição e garantir que seu investimento traga resultados.
Mensuração
O desafio de entender o que realmente funciona em campanhas publicitárias é algo que muitas marcas enfrentam. A capacidade de mensuração se torna, então, uma grande vantagem de um bom planejamento de mídia.
Em canais online, você pode acompanhar cliques, conversões e o retorno sobre investimento (ROI) em plataformas de e-commerce próprias ou no CRM da sua empresa. Em plataformas de mídia e web analytics, pode existir um pequeno atraso no processamento dos dados, mas a leitura é inegavelmente mais fácil e granular do que no offline.
Na mídia offline, a mensuração é um pouco mais complexa, mas pode ser realizada por meio de métodos como pesquisas de recall ou promoções que incentivam o público a mencionar a campanha.
Mídia paga x mídia não paga (orgânica): qual a diferença?
É possível classificar o tráfego que as empresas ganham por conta da visibilidade nos canais de comunicação em duas categorias: mídia paga e mídia não paga, ou orgânica.
- Mídia paga são os anúncios que você paga para veicular em plataformas como Google Ads e Meta Ads;
- Mídia não paga (orgânica) são os métodos que não exigem pagamento, como postagens em redes sociais, blogs otimizados para SEO e outras formas de conteúdo que geram engajamento de forma natural ao longo do tempo.
Ambas as estratégias podem trabalhar juntas. Saiba mais sobre as principais diferenças:
Velocidade dos resultados
A mídia paga oferece resultados mais rápidos. Assim que você ativa um anúncio, ele pode começar a gerar cliques e conversões em questão de horas.
A mídia orgânica requer tempo para construir e gerar resultados. É um processo gradual que se desenvolve com a criação de conteúdo de qualidade e engajamento com o público.
Custo
Mídia paga depende de um investimento financeiro direto para promover anúncios. Em uma campanha de Google Ads, por exemplo, o custo por clique varia bastante conforme a concorrência pela palavra-chave e o segmento de atuação.
Na mídia orgânica, embora você não precise pagar para obter resultados, o investimento é mais sobre tempo e recursos na produção de conteúdo de qualidade.
Segmentação
Com a mídia paga, você pode direcionar anúncios para diferentes demografias, interesses e comportamentos. No exemplo de um planejamento de mídia que engloba o Meta Ads, você pode segmentar pessoas com base em características como idade, localização e interesses.
Com a mídia orgânica, o foco está em criar conteúdo que atraia um público mais amplo e menos específico, o que pode diluir a eficácia em alguns casos.
Sustentabilidade
Os resultados da mídia paga podem desaparecer rapidamente quando o investimento cessa. Sem anúncios, o tráfego tende a cair.
Na orgânica, uma vez que a marca mantém um ritmo frequente na produção de conteúdo, o engajamento pode proporcionar um fluxo de visitantes, mesmo sem investimento.
Passo a passo de como fazer um planejamento de mídia
Muita gente pensa que planejar mídia é só escolher onde vai aparecer: uma rede social, um site, talvez uma revista ou até TV. Mas o processo é mais profundo, porque começa com o entendimento do que a marca representa, da imagem que ela quer construir.
Antes de escolher qualquer canal online ou offline, quem cuida do planejamento de mídia precisa se conectar com a essência da empresa.
Isso porque o planejamento de mídia não serve só para “marcar presença”, mas sim para reforçar o posicionamento que a marca quer fixar na mente do público.
Quando o responsável pelo planejamento entende bem esses pilares, ele tem uma visão clara do que precisa ser comunicado em cada ação, o que facilita muito na hora de escolher os canais que mais combinam com a empresa.
E assim, cada etapa da estratégia de mídia começará a fazer sentido:

1. Faça uma análise de mercado
A análise geral do setor é o momento de compreender o cenário de atuação da empresa como um todo.
Isso engloba as principais oportunidades e ameaças, os maiores concorrentes, as tendências do setor, a situação atual, as particularidades e as legislações específicas.
Algumas ferramentas práticas para guiar essa análise:
- SimilarWeb: analisa o tráfego e a origem das visitas em sites concorrentes;
- Semrush / Ahrefs: focadas em SEO e palavras-chave, essas ferramentas identificam o que seu público busca em mecanismos de busca, como o Google;
- Google Trends: monitora tendências de busca em tempo real;
- Answer The Public: mapeia perguntas populares feitas online.
A partir desse estudo, é mais fácil compreender as possibilidades de atuação. Por exemplo, se o mercado está retraído, vale a pena investir em mídias que reforcem a posição da empresa para os seus clientes atuais ou em opções com custos menores de atuação.
Além disso, respeite as previsões e dados históricos: verdades apresentadas pelos dados podem trazer cenários duros, mas não trarão a frustração de não alcançar o objetivo. Tenha isso em mente!
2. Defina os objetivos
Quais são as metas para as campanhas? Elas podem ser várias, como:
- melhorar a imagem institucional;
- conquistar novos clientes;
- aumentar as vendas;
- garantir autoridade no mercado;
- contornar uma crise de imagem.
Quanto mais você conseguir definir os objetivos esperados de forma clara, melhor será o seu planejamento de mídia de maneira geral.
3. Crie uma buyer persona
A criação de uma ou mais buyer personas é a etapa mais importante para definir em quais mídias e de que forma a sua empresa deverá atuar. Por isso, faça um estudo aprofundado.
Vá além dos dados típicos de economia e localização. Considere também as características comportamentais, medos, receios e inseguranças das pessoas que você deseja atingir. Outras possibilidades são:
- Local de residência
- O que busca ou precisa
- Principais interesses
- Comportamento de navegação
- Volume de busca de termos relacionados
- Cargo e formação acadêmica
- Segmento da empresa em que trabalha
- Idade e gênero
- Poder aquisitivo
Quanto mais conhecimentos sobre essas pessoas você tiver, mais fácil será entender quais meios de comunicação fazem parte da rotina delas e como elas usam esses veículos (em quais horários, com qual finalidade, qual a frequência, os tipos de conteúdos que mais consomem, as principais marcas que seguem etc).
4. Defina o orçamento
Saiba exatamente o quanto a sua empresa pode gastar. Sem esse dado, será difícil planejar qualquer ação.
Existem inúmeras possibilidades, desde as mídias mais baratas até as mais caras. O mais importante é entender uma coisa: nem sempre as mais caras trazem retorno garantido.
Muitas vezes, é possível investir em opções mais econômicas e ter resultados superiores a quem investe em opções mais caras, desde que haja um planejamento bem executado e inserções estratégicas.
O principal ponto para otimizar o orçamento é considerar o retorno que cada mídia trará, pensando no seu setor de atuação e nas características do seu público-alvo.
5. Selecione as mídias
Pronto! Depois de todas essas informações, você estará apto a definir os melhores canais de atuação para a sua empresa. Algumas opções muito usadas são:
- mídias digitais: redes sociais (como Facebook, TikTok, Instagram e YouTube), links patrocinados via mídia paga (Google Ads, Meta Ads, LinkedIn Ads etc.), retail media, TV conectada, anúncios nativos, estratégias de remarketing, e-mail marketing, landing pages, blogs e parcerias com criadores de conteúdo;
- mídias impressas: revistas e jornais (inclusive muitas contam com opções digitais, o que pode ser interessante, dependendo do seu público-alvo);
- televisão: ótima para realizar a propagação em massa;
- rádio: é o meio com melhor penetração em locais onde as pessoas não têm tanto acesso à internet ou à TV. A rádio também alcança públicos específicos como taxistas e motoristas de transporte público/aplicativos de corrida.
Vale destacar três frentes que ganharam peso no plano de mídia em 2026 e merecem entrar na sua avaliação.
A primeira é o retail media: anúncios veiculados nos sites, aplicativos e telas de marketplaces e grandes varejistas, usando os dados de compra da própria plataforma. Segundo o estudo Digital Adspend 2026, do IAB Brasil com a Kantar Ibope Media, esse formato movimentou R$ 4,8 bilhões no Brasil em 2025, com crescimento de 37% sobre o ano anterior. Para quem vende em e-commerce ou marketplace, é uma forma de impactar o consumidor muito perto do momento da compra.
A segunda é a TV conectada (CTV): os anúncios em serviços de streaming e apps de TV combinam o impacto da tela grande com a segmentação e a mensuração do digital, geralmente comprados via mídia programática. O mesmo estudo do IAB Brasil aponta o vídeo como um dos principais vetores de crescimento da publicidade digital no país.
A terceira são os criadores de conteúdo e influenciadores: o marketing de influência deixou de ser uma aposta pontual e virou linha de investimento recorrente no plano de mídia. Criadores de nicho costumam entregar audiências altamente engajadas, e o conteúdo produzido por eles pode ser amplificado com impulsionamento pago, conectando autoridade e alcance.
Para definir quais mídias usar, considere:
- as características do seu público: as pessoas que você deseja atingir usam essas mídias? Em quais horários? De que forma? Com quais objetivos?;
- as características da própria mídia: quais tipos de ações são permitidas, existe um controle de tempo de veiculação, qual a linguagem mais usada, se essas características são compatíveis com o perfil do seu público;
- o retorno capaz de trazer para os diferentes orçamentos: o custo de veiculação de uma propaganda na TV é muito maior do que o custo de um anúncio nas redes sociais, por exemplo, mas os retornos podem ser diferentes, dependendo do comportamento do seu público.
Muitos empresários pensam que aparecer em horário nobre na televisão aberta é a melhor opção em termos de campanha publicitária. Mas nem sempre isso é verdade.
Imagine investir bastante para fazer essa inserção, mas o público que você deseja atingir não tem o hábito de assistir TV nesse horário?
Com o valor da inserção em horário nobre, seria possível criar estratégias de atuação em diferentes redes sociais para falar diretamente com as pessoas que você deseja atrair.
Por essa razão, é fundamental fazer o estudo prévio de todos os pontos que citamos. Assim, será mais fácil definir os canais certos de atuação.
6. Defina as estratégias, campanhas e ações
As ações a serem realizadas em cada mídia também precisam ser bem trabalhadas. É fundamental que elas sejam condizentes com as características do canal, as particularidades do seu público e os objetivos a serem alcançados.
Se a ideia é criar um canal no YouTube para ensinar o seu público a aproveitar melhor os produtos ou serviços que você vende, então será preciso estruturar esse canal, criando vídeos com qualidade, conteúdo e tempo adequados para transmitir corretamente a mensagem e envolver e engajar as pessoas.
E não se esqueça: as ações precisam estar conectadas! Assim, todas as áreas se comunicam e trabalham juntas para garantir que a mensagem da marca seja coerente.
Se a campanha tem uma postagem no Instagram, vale a pena que essa mensagem seja consistente com o que será enviado em um e-mail marketing e também com o conteúdo que será apresentado no blog da empresa.
Se você fez um anúncio em vídeo no YouTube, o que você diz nesse vídeo pode ser ampliado em um material rico que ofereça mais detalhes. Tal integração reforça a mensagem e cria uma sensação de continuidade e profundidade para o público.
7. Pense no cronograma
Depois de definir as mídias, você achou que o trabalho tinha acabado? Ainda é preciso criar um cronograma para orientar toda a equipe sobre o que precisa ser feito e quando.
Nele, você vai listar todos os veículos que serão usados e especificar:
- Quando cada ação vai acontecer?
- Que horas seus conteúdos vão ao ar?
- Durante quanto tempo as campanhas vão rodar?
- Quais mensagens e formatos você vai usar em cada mídia?
A visibilidade do trabalho de todo o time é importante para que as ações saiam como o planejado. Se cada um souber o que fazer e quando, a colaboração vai fluir. Então, não subestime essa etapa!
Como escolher as mídias ideais?
Fazer escolhas alinhadas ao comportamento do seu público e aos objetivos da campanha ajuda a maximizar o investimento e a garantir que sua marca será vista, e lembrada, nos lugares certos. As minhas dicas são as seguintes:
Considere onde o público está mais presente
Um bom planejamento de mídia começa com uma pergunta: onde está o seu público? No digital, temos várias opções: redes sociais como Instagram, LinkedIn e TikTok, canais de vídeo como o YouTube e, cada vez mais, os serviços de streaming com anúncios na TV conectada. Se a sua audiência passa mais tempo em uma dessas plataformas, investir ali será uma escolha mais certeira.
No offline, vale pensar em TV, rádio, outdoor e até em jornais e revistas. Seu público está por ali? Então, pense nesse investimento!
Essa pesquisa vai ajudar a garantir que sua marca seja vista onde seu público realmente está.
Alinhe os objetivos da campanha com as características da mídia
Cada meio tem sua força e limitações, e o ideal é escolher com base nos objetivos da sua campanha:
- Quer impactar o máximo de pessoas? TV e rádio podem ser incluídas;
- Precisa de um alcance local? Outdoors e jornais regionais podem resolver;
- Quer segmentação do público-alvo? Escolha redes sociais e Google Ads;
- Quer estar perto do momento da compra? Avalie o retail media dos marketplaces e varejistas em que seu público compra.
Não adianta usar uma mídia só porque está na moda. A escolha precisa fazer sentido com o que você quer alcançar.
Combine o digital e o offline para o melhor alcance
Integrar as duas frentes, digital e offline, maximiza o alcance e a eficácia de uma campanha. Essa combinação de mídias faz com que os anúncios tenham mais chances de serem vistos, ouvidos e lembrados em diversos momentos do dia do seu público.
Quais indicadores analisar?
Para ter certeza de que as estratégias estão trazendo os resultados certos, é fundamental acompanhar as ações. E para isso, existe uma série de indicadores.
Definir quais acompanhar dependerá muito dos seus objetivos, das características da mídia, do orçamento e do seu público. A maioria deles pode ser medida diretamente nas plataformas de anúncios e nas ferramentas de web analytics. Abaixo, selecionamos algumas opções.

Alcance
O alcance representa a parcela do público que foi impactada pela sua campanha. Quanto maior o alcance, mais pessoas estão vendo sua mensagem.
Frequência
A frequência indica quantas vezes uma pessoa vê seu anúncio. Embora um número alto possa parecer bom, atenção excessiva pode levar à saturação.
Custo por Mil (CPM)
O CPM mostra quanto você precisa gastar para que mil pessoas vejam sua campanha. Um CPM eficiente se alinha ao seu orçamento.
Custo por Ponto (CPP)
O CPP é um indicador clássico da mídia offline, especialmente TV e rádio: mostra quanto custa atingir um ponto percentual de audiência do seu público-alvo. Ele ajuda a comparar a eficiência de emissoras, programas e horários antes de fechar a compra.
4 erros a evitar no seu planejamento de mídia
Quando se trata de planejamento de mídia, é fácil se deixar levar pela empolgação e acabar cometendo erros que podem custar caro. Por isso, bora falar sobre quatro deslizes que você deve evitar a todo custo!
1. Não definir metas claras
Se você não sabe qual é o seu destino, como saberá quando chegou?
Assim como um navio em alto-mar sem mapa, ferramentas de navegação ou bússola, uma campanha de marketing sem o direcionamento claro de um plano de mídia bem estruturado corre o risco de desviar do caminho. O resultado? Acabar em um lugar longe do seu verdadeiro objetivo.
Logo, defina objetivos específicos, como aumentar o tráfego do site em 20% ou gerar 50 leads qualificados por mês. A objetividade direciona seu planejamento e ajuda a medir o sucesso.
Nesse contexto, entenda aonde a empresa quer chegar e onde ela pode chegar: faça um paralelo realista entre objetivo macro e possibilidades de resultados.
2. Ignorar o público-alvo ou tentar ‘atirar’ para todos os lados
Outra armadilha é ignorar o seu público-alvo ou tentar agradar todo mundo. Isso é um tiro no pé!
Se você não sabe quem são as pessoas que quer alcançar, suas mensagens podem acabar se perdendo. Foque em entender as necessidades e interesses do seu público antes de pensar no planejamento de mídia.
3. Falta de testes A/B ou testes com muitas variáveis de uma vez só
Testar versões de anúncios é a melhor maneira para descobrir o que funciona. Mas cuidado: se você testar muitas variáveis ao mesmo tempo, fica difícil saber o que realmente trouxe os resultados. Teste uma coisa de cada vez para entender o que faz a diferença!
4. Foco apenas em mídias pagas
Acha que só as mídias pagas vão salvar o dia? Você pode estar redondamente enganado. Embora anúncios pagos sejam importantes, não ignore as estratégias orgânicas.
O marketing de conteúdo e as redes sociais podem trazer um bom retorno a longo prazo e ajudam a construir uma presença sólida. Portanto**, encontre o equilíbrio!**
Como a INGAGE pode ajudar no plano de mídia do seu negócio?
Como você deve ter notado, montar um bom plano de mídia é uma tarefa que exige bastante conhecimento, tanto sobre o seu negócio quanto sobre os veículos disponíveis, as características de cada um deles e o público que se deseja atingir.
O mais indicado é delegar essa função a uma agência especializada como a INGAGE, com profissionais acostumados a realizarem esse trabalho e com conhecimentos técnicos e atualizados sobre cada uma das mídias disponíveis.
Com mais de uma década de experiência em Growth e Inbound Marketing, já ajudamos mais de 200 empresas a executarem estratégias digitais de sucesso.
Aqui na INGAGE, entendemos que as empresas possuem diferentes perfis e orçamentos para publicidade e marketing. Por isso, o planejamento de mídia precisa ser realista e atender às necessidades específicas de cada negócio.
Clientes com orçamento restrito
Quando o cliente tem um orçamento restrito, respeitamos essa realidade ao apresentar as melhores oportunidades para alcançar seus objetivos.
Nesses casos, focamos em canais altamente performáticos, aproveitando ao máximo o potencial do orçamento disponível para gerar resultados expressivos.
Com um orçamento limitado, realizamos uma análise aprofundada de dados de mercado, público-alvo e custos, a fim de escolher as estratégias mais eficazes.
Por exemplo, para um cliente B2B com baixo orçamento para mídia paga e que precisa gerar leads, concentramos os investimentos em campanhas de Google Search e LinkedIn voltadas para geração de leads, evitando uma pulverização ineficiente dos recursos.
Clientes com mais orçamento
Quando o cliente tem um orçamento maior, analisamos o potencial de alcance no mercado e, com base nisso, estabelecemos um mix de canais e estratégias que cobrem todo o funil de comunicação.
Utilizamos estratégias de alcance, consideração e performance (fundo de funil) para gerar demanda, aumentar o reconhecimento da marca e otimizar os resultados. Com um orçamento mais robusto, é possível trabalhar com um maior número de canais, incluindo frentes como TV conectada, retail media e criadores de conteúdo.
Um exemplo seria uma empresa de vendas diretas via e-commerce, que poderia usar:
- campanhas de Search no Google Ads;
- campanhas Performance Max no Google Ads, inclusive com feed de produtos;
- campanhas de alcance com imagens e vídeos;
- campanhas de tráfego com anúncios de carrossel;
- campanhas de vendas diretas usando carrosséis de produtos no Meta;
- anúncios de retail media nos marketplaces em que a marca vende.
Essas campanhas podem ser direcionadas a usuários que já interagiram com anúncios ou visitaram a página do e-commerce sem realizar uma compra, entre outras inúmeras possibilidades.
A gente sabe que um plano de mídia bem-feito é importante para o sucesso da sua empresa. Com o time da INGAGE ao seu lado, você pode ter a confiança de que está fazendo as melhores escolhas.
Quer ajuda para transformar este guia em um plano de mídia sob medida, com estratégias que geram leads qualificados e aumento de receita? Fale aqui com um dos nossos consultores!
Atualizado em 17 de agosto de 2026